"Quero poder andar por ai.Conhecer lugares e pessoas. Quero amar e dizer que o amor não é apenas um conto, Mais uma realidade."

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Seu Amor (primeira parte)

...Senti uma mão agarrar meu braço e me virar furiosamente. Meu coração batia veloz, descompassado, podia senti-lo nos ouvidos, imaginei ser um assalto, e minha vontade era de gritar, urrar com todos os pulmões, pedir por socorro, por ajuda, mais minha voz se prendeu na garganta, o medo petrificou qualquer ação minha. Estava agora frente a frente a olhos muito negros e fundos, de um rosto macilento e amarelo, cheirava a sujeira e mofo. Metida ali num vestido de tecido rasgado e fino, de cores berrantes a mulher me fitava, a sensação era repugnante, mesmo assim não consegui me desvencilhar.Aquele olhar me prendia, me hipnotizava. Dos braços pendiam argolas de metal que desciam e subiam aos seus movimentos produzindo um barulho metálico e assustador. Os cabelos crespos cheirava a terra, a restos de comida. Sem que eu pudesse reagir me fez abrir a palma da mão violentamente, senti seus dedos ossudos e gelados tocarem a minha mão num misto de nojo e ânsia. Suas unhas escuras de sujeira percorriam as linhas da palma da minha mão. De repente seu rosto contorceu-se como se refletissem uma dor invisível que sentia, seu corpo começou a tremer, em segundos chacoalhava-se ali na minha frente, fazendo minha mão tremer junto, a cena não me assustava ao contrario me tomava de paz, uma sonolência começava a invadir meu corpo, desejava estranhamente deitar ali na rua, desejava me entregar aquela coisa, aquela desejo misterioso, seus dedos então pararam de caminhar sobre minha mão, seus olhos abriram-se mais negros e fundos, como se refletissem a escuridão pura do universo. Mais uma vez lutei contra o desejo de gritar, de correr, de fugir, mais o medo e algo inexplicável me prendia aquela criatura. Me fazia a obedecer. E como no sonho da noite anterior que agora vinha como um clarão na minha mente ela disse infestando o ar com um hálito podre:
- A morte esta atrás de você

Queridos amigos a partir de hoje passarei a postar uma historia minha ao qual estarei enviando para um concurso no exterior, ficarei muito agradecido por todos aqueles que aqui passaram e deixarem seu comentario. Há muito tempo que queria coloca-lo aqui mais achava ainda não ser a hora oportuna...mais como diz aquele sabio "o tempo susurra o tempo certo".
Ademerson Novais de Andrade



Seu Amor (Primeira parte)

D
disseram-me uma vez que o mundo gira em torno dos nossos sonhos e desejos. Como ingênua que sempre fui acreditei, como o ser humano sempre está escolhendo o caminho mais fácil, mesmo não sendo o mais seguro da vida, passei a achar que todos os meus sonhos e desejos seriam realizados a partir do momento que eu os trabalhasse positivamente.
Passei a pensar positivo na promoção que queria na minha empresa, no cara que pegava o mesmo ônibus que eu todos os dias e não parava de me olhar chegando até mim para pedir para sair. Minhas contas sendo postas em dia. Minha mãe parando de me tratar como uma criança e deixando eu levar minha vida como eu bem quisesse.
”Puta que pariu, já tinha vinte e seis anos para ficar com a mãe ligando para saber se eu tinha menstruado ou se não tinha esquecido de colocar a porra da sobrinha na bolsa pois o tempo sempre muda”.
Como se eu não vivesse nessa cidade louca onde nunca se sabe como estará o tempo daqui a cinco minutos.
Às vezes desejava que aquela mulher fria e calada que durante muito tempo não fez parte da minha vida não tivesse surgido de um dia para outro.
Que continuasse do jeito que eu sempre a conheci. Distante.
Mais fiz questão de um dia abrir a porta para que ela entrasse na minha vida.
Uma porta que antes estava trancada. Isolada. E pretendia o manter assim.
Eu do lado de dentro acreditando que o mundo não passava de uma brincadeira (de mau gosto). Que alguém tinha o criado em algum momento que não tinha nada mais para fazer e assim o fez para assistir um monte de criaturas frágeis e cruéis se matarem por poder, sofrerem por comida, por amor, por doenças e por fim enfrentar o seu maior medo. A morte.
Do lado de fora estava aquela mulher, que nunca falava comigo. Que me evitava. Que jamais me dirigiu uma palavra que seja de carinho.
Lá fora estava aquela mulher que me deu a luz numa noite chuvosa. Onde o céu parecia querer desabar sua ira sobre a terra e em todos que estivessem sobre ele.
Diante daquele cenário assombroso iluminado de vez em quando pelos raios que cortavam a noite e penetravam na sala. Eu nasci.
Também gritando para o mundo, mostrando minha fúria por terem me trazido a contrafeito para um lugar desconhecido.
Um lugar de sofrimento, medos, mortes, violência, guerras.
Vi então pela primeira vez aquela mulher que me segurou de qualquer jeito em seus braços.
E que nunca disse uma palavra de amor. Que nunca me abraçou. Nunca me perguntou o motivo das minhas lágrimas quando as derramava sozinha no meu quarto abraçada a meu travesseiro.
Entregue aos meus pensamentos.
Muitos ao qual me indicavam o caminho para um abismo escuro onde eu poderia saltar e me libertar de vez daquele sofrimento.
Mais nessas horas minha voz surgia. Me falava que eu não devia pensar nestas coisas.
Me acalmava e me fazia acreditar que tudo passaria e que eu devia amar aquela mulher.
E isso me perturbava. Como amar alguém que não nos ama.
Como ir contra aquele sentimento nocivo que ela me dava.
Foi para essa mulher que um dia abri a porta.
Mais vi logo em seguida o erro que cometi.
Que não devia ter feito isto.
Nunca devia ter aberto aquela porta.
Por que o que descobrir não me faria jamais ter aberto.

F
iz como um pacto com o universo de só pensar em coisas boas, positivas, nos meus desejos.
E como resposta que eu achava ser a certa e correta esperei que tudo voltasse como consequência, na mesma frequência dos meus pensamentos.
Sempre escutei do meu pai que para se conquistar algo eu tinha que primeiro acreditar do fundo do coração que iria conseguir. Esse era o primeiro passo de uma pessoa vitoriosa, ele costumava dizer com aqueles olhos brilhantes de sábio.
Acreditar sempre que as coisas, mesmo as mais impossíveis, aquelas que todos dizem que não vão acontecer, podem ser realizadas quando se tem fé

Ele sempre repetia que eu tinha que confiar com todas as forças nos meus desejos, nos meus sonhos, entregá-los para o universo, e depois só esperar e acreditar que estes se realizassem.
E ele sempre acertava. Pois sempre se realizavam.
Desisti de ter fé e acreditar em Deus quando meu pai partiu numa manha fria.
Lá fora caia uma chuva fininha. Como se o céu chorasse timidamente as gotas que eu já não mais possuía para derramar.
Nesse dia passei a não escutar mais a voz que falava comigo.
A voz que aprendi ouvir ainda pequena quando estava trancada no quarto sem poder sair.
A voz que ouvia a noite quando a casa dormia e eu sozinha naquele quarto escuro esperava o sono chegar.
Perguntando a Deus por que sofria daquele modo.
Por que tinha uma mãe que não me amava.
Por que as vezes ao olhar para meu pai sentia um medo terrível, quase visível.
Aquela voz tornou-se com o tempo minha amiga. Minha companheira e confidente.
Éramos inseparáveis.
Mais naquela manha toda ela tinha se calado. Estranhei aquele seu silencio.
Por mais que a invocasse ela não me respondia. Estava muda.
Ela sabia.
E não tinha coragem de me dizer.

Também nesse dia encontrei com meu demônio pela primeira vez e fiz algo que todo mundo faz quando está desesperado.
Deixei o ficar.

Minha primeira conversa com meu Demônio.
"-Quem é você, perguntei a ele?
-Sou aquele que sempre te seguiu, que conversava com você as vezes.
-Mais não quero que você me acompanhe já tenho minha propia voz, disse a ele.
-Sempre estive ao seu lado, só que você nunca me dava atenção, pois a luz do seu anjo não me deixava chegar perto, mais agora que ela se apagou, posso te ajudar.
Me calei, onde será que estava minha voz, por que ela não me respondia.
Por que estava tão silenciosa.
E quem era esta outra voz que agora me falava.
Estava ficando cansada daquela conversa e resolvi me calar.



F
azia duas semanas que meu pai estava internado com um tumor no cérebro.
Por estar localizado numa área sensível não podia se fazer uma operação.
Não uma que arrisca-se dele morrer antes mesmo de abrir sua cabeça.
E a única coisa que o médico nos disse é que tínhamos que rezar, ter fé.
Foi nessa época que também aprendi minha primeira lição de vida.
“A fé não existe”
Mesmo depois de eu ter pedido com todas as forças, ate sentir que meus joelhos já não mais suportavam mais a dor infligida do meu corpo durante horas e dias na mesma posição (o padre sempre dizia que a dor do corpo quando a gente esta pedindo algo para Deus é como sua resposta de estar ouvindo nosso pedido, atendendo nossa prece, algo que achava esquisito, uma resposta em forma de sofrimento) e assim fiquei durante dias e horas na frente de uma imagem de gesso de Jesus pregado na cruz que tinha na pequena sala de espera do hospital, suplicando para Ele da mesma forma que eu pedia nas minhas orações quando ia a igreja aos domingos para que meu pai não fosse levado.
Para um Deus que o padre dizia que a gente tinha que temer para merecer o reino dos céus. Pois todas as crianças e pessoas más iriam queimar eternamente no fogo do inferno caso não o obedecesse . E como eu não queria ir para o inferno nunca fazia coisas que achava que Deus ficaria bravo comigo. Assim aprendi cedo a temer aquele Deus que eu nunca tinha visto. Temia aquele homem e seu Filho (que anos mais tarde também aprendi que eram os mesmos, assim como aquele Espírito Santo que tanto ouvia aos domingos e nunca sabia quem era ou o que significava) para mim eles estavam a todo instante me olhando. Me vigiando dos seus quadros espalhados pelas paredes de casa. Quadros que minha mãe dependurava em todos os cantos vazios que encontrava. Aprendi com o tempo a reconhecer o siginificado daqueles desenhos que passava horas olhando quando estava sentada na sala e não tinha nada mais para fazer.
E quando ia para a igreja lá os encontrava tambem, contando a historia de Jesus. Mostrando Maria com seu filho nos braços.
E toda vez que eu fazia algo que achava que não era bom para Deus e seu Filho, me recolhia no meu quarto, me ajoelhava e rezava pedindo perdão para Eles.
Suplicava por esse perdão.
Perdão pelos pecados que achava que iriam me conduzir para o fogo eterno do inferno.
Só assim me sentia novamente pura.
Novamente em paz e merecedora mais uma vez do céu.


N
o fim daquele dia depois de ter novamente implorado a Deus e seu Filho por meu pai, sentindo meus joelhos tão doloridos até mesmo para sentar achei que Eles tinham me ouvido e poupariam meu pai.
Meu pai sobreviveria à morte.
"Venceria a viúva negra dos homens"
Meu sacrifício seria recompensado.
Toda a fé que alimentava dentro de mim me fazia acreditar que eu teria meu pai novamente.
Me lembro daquele dia por que algo também aconteceu comigo e modificou para sempre minha vida.
Naquele mesmo dia descobrir mais tarde ter recebido a visita da força mais poderosa e destrutível que uma pessoa pode encontrar.
E também a mais misteriosa.
Tinha entrado também pela primeira vez em mim mesmo.
Me encontrado.
E descoberto que eu não era nada daquilo que os outros viam e achavam de mim.
Pois a gente só conhece a si próprio quando nos olhamos para dentro. Quando nossos olhos viram de posição. Só dessa maneira percebemos quem é que mora do lado de fora

E o que descobri morar aqui do lado de fora foi responsável anos mais tarde por eu tomar uma decisão que marcaria para sempre minha vida.

D
epois de terminado minha oração, quando meu corpo já não mais suportava mais a dor, senti uma leve brisa entrar na sala onde estava.
Não sabia o que era aquilo direito, então fiquei imóvel, em silêncio e ao mesmo tempo sentindo medo.
Como já tinha ouvido falarem uma vez , podia ser Deus tentando se comunicar comigo.
Deixei então que aquela brisa me tocasse, que me invadisse. Que entrasse na minha alma e visse o sofrimento que eu estava passando.

A dor que seria se eu perdesse a única pessoa que amava.
Deixei que aquela brisa penetrasse no meu íntimo e dissesse que eu não precisava me preocupar.
Me confidenciasse que eu não precisava mais sofrer. Mais chorar.
Pois ela não deixaria que a morte vencesse aquela batalha.
E levasse meu pai.

Sim eu desejei mais que nunca que aquele desconhecido me falasse.
Mais ele nada disse.

Naquele instante a única coisa que eu ouvia era minha respiração ofegante e pesada como se acabasse de sair de um campo de guerra cansado. Cheio de feridas e sangrando.

Meu coração batia violento, quase explodindo no peito, angustiado á espera de uma resposta que não ouvia.
Naqueles minutos que se seguiram nada mais pareceu existir ao meu redor.
Era como se o mundo tivesse se silenciado. Se calado por completo.
Apenas existia eu e aquela leve brisa.
Naquele momento encontrei uma paz que nunca tinha conquistado antes.

Não a mesma paz que sentia aos domingos quando ia a igreja e ficava sentada ouvindo o padre falar.
Não a paz que sentia quando fazia alguma coisa pelos outros e mesmo quando não recebia um agradecimento em troca assim mesmo me sentia aliviada por ter feito minha parte.
Não a paz que sempre procurei nos braços de vários homens e nunca encontrei.
Aquela era diferente.
Não sabia explicar, nunca a tinha sido antes e por isso mesmo eu me entregava.

Talvez já prevendo que jamais a veria de novo.
Meu corpo já não mais sentia dor, meu coração já não mais estava pesado e dolorido como ultimamente.
Lágrimas escorriam livremente pela minha face. Desciam quentes pelo meu rosto. Me lavavam de dentro para fora. E sabia que as lágrimas que agora derrubava, que meu corpo fazia tanta questão de jogar para fora não era mais de sofrimento, de dor, mais de algo que não sabia explicar. Mais que estava ali, como se sempre tivesse existido, sempre estivesse presente, mais que eu nunca tivesse visto e somente agora o encontrasse.
E era isso que me perturbava, pois era desconhecido.
O desconhecido se manifestando para mim.
E quando a gente se depara com o desconhecido à única coisa que podemos fazer é entregar-se a ele.

E eu me entreguei.
Por alguns segundos, por que somente as coisas mais importantes da vida, só as que realmente mudarão para sempre sua vida acontece por alguns segundos, não ouvi e não senti mais nada, meus sentidos humanos tinham desaparecido dando lugar a outros mais poderosos.

Entrei em mim mesmo e em algum lugar onde o caminho se perdeu para sempre eu vi uma Luz.
Um luz branca, serena, que me iluminava completamente, que me envolvia, que me acalentava.
Sentir aquela luz me banhar como uma mão me tocando. Sentir aquela luz me incendiar.
Eu estava pela primeira vez da minha vida em paz comigo mesmo.
E de repente o inevitável aconteceu.

Vi ou talvez tenha imaginado ver aquela luz branca se projetar ainda mais forte ao meu lado.
Iluminando por uma fração de segundos todo o lugar em que estava.
Tudo ali se fundiu aquela luz. As cadeiras, as paredes, o sofá, o Jesus de gesso.
Tudo era luz. Tudo era branco e luminoso.
Tudo era só uma coisa sem forma, sem corpo.
Eu era aquela propia luz que emanava das minhas mãos, da minha boca, dos meus olhos, do meu peito.
E eu estava diante de algo tão poderoso, tão imenso e inexplicável.
Algo que talvez já tivesse ouvido nas missas, algo que já tivesse lido em algum lugar mais que nunca, mais nunca mesmo tinha compreendido.
Que nunca achava que iria acontecer comigo. E a única coisa que fiz só foi me entregar.
Me entregar a luz e ao desconhecido. Me banhava dela e nela eu me encontrei.

Dentro da luz me encontrei com minha voz;
Sou sua voz, aquela que te acompanha todos os momentos, sou a voz das suas noites tristes, dos seus dias de solidão. Sou a voz que sempre te disse para seguir em frente, que te alertou a não aceitar aquela droga só por que os outro queriam que você aceitassem.
Que te protegeu de não ser atropelado.
Que lhe falava aos domingos na igreja.
Que te ouviu todos os dias e em todos os momentos que você achava que não mais tinha ninguém.
Sou a voz que te afastou dos caminhos errados e das pessoas más.
Sou a voz que fala com você todos os dias e que nunca deixou você sozinho.
Sou a voz que te protege e que nunca o deixara.
-E por que hoje, justamente hoje que tanto precisava de você, não falou nada, se manteve calada?
-Eu não posso responder.
-Como não, o que me esconde, por que esse silencio todo?
-Não posso falar só isso, tenho que ir agora. Estarei ao seu lado, caso precise.
Vi então ela se afastar.
Aquela luz me deixava.

E quando tudo acalmou, a luz se apagou e O mundo voltou a ser o que sempre foi e o que sempre será e aquele momento passou achei que Deus tinha me ouvido, que ele tinha estado ali. Tinha se manifestado para mim
por aquela luz.
Ele tinha se comunicado comigo.
Minha comunhão tinha sido feita.
Então fiquei aliviada, meu corpo foi serenando, meu coração se acalmando, e na minha face um sorriso alegre se contraiu, meu pai sobreviveria.
Deus tinha-me escutado.
Eu achei isso.

Eu acreditei nisso.


Ouvi horas depois da boca da minha mãe naquela mesma sala com o corpo ainda voltando ao normal. Depois de ter orado e chorado por várias horas, sentido uma paz ter me invadido e acreditado que tinha sido Deus que tinha falado comigo.
Ouvi aquelas palavras com a cabeça erguida olhando para a única pessoa que agora fazia parte da minha vida sem que fosse parte dela.
Palavras que mudaram para sempre minha vida e me fizeram esquecer tudo que eu acreditava.
Por que Eles tinham me enganado.
Deus e seu Filho não tinham me escutado.
Eles não tinham me visitado.

Naquela noite outra coisa me visitou.
A morte.
E tinha levado meu pai.


3 comentários:

Robinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Robinho disse...

Nossa não Tenho o que dizer é Brilhante Gostei Muito "Del" Simplismente Fantástico

Parabéns Você Tem Talento.

Renatinha disse...

Tah eu entendi tudo, mas quero a segunda parte tah, Bjus foi mt bom...